Peruana
Uma batata que não é doce nem salgada. Uma flor comestível adocicada e picante ao mesmo tempo. E grãos de milho salgados que explodem dentro da boca, como pipocas, quando são mordidos. Essas são algumas das sensações oferecidas pelo novo Killa, uma casa minúscula em Perdizes. Apesar do pouco tempo de inauguração, a cozinha já mudou de mãos - saiu Thiago Kubota, assumiu o posto o descendente de japoneses Dylan Koishi, ex-Shimo, mas o cardápio se mantém.



Convém provar de tudo um pouco, começando pelos ceviches, peixes marinados símbolo da gastronomia peruana. O que leva o nome da casa reúne atum, polvo em lâminas finas e manga em cubos, sob uma camada de chips de wantan (massa de origem oriental) - por cima de tudo, a picante flor de rosela (hana umê, para os japo-
neses), adocicada com xarope, que faz um contraponto delicioso à acidez cortante do peixe. Da lista de pratos quentes, o bonito y chancho é imperdível: o filé do peixe, servido malpassado, vem envolto em bacon (não estranhe, a combinação é sensacional) sobre um purê de vários tipos de batatas, esverdeado pelo tempero de ervas, de textura, no mínimo, intrigante. Outra surpresa é o malaya, medalhão de filé mignon marinado em ají panca , com molho de carbenet sauvignon, acompanha-
do de duas espécies de batatas.