Festival de Ceviche do Killa: perfeito para esse calor dos infernos

O Killa, pequenino restaurante novoandino em Perdizes, está fazendo um Festival de ceviche até dia 31 de janeiro. Ao ver a notícia, confesso que fiquei com um pé atrás porque, hoje em dia, até padaria 24 horas serve ceviche. Virou modinha, tipo bruschetta e kebab, sabe? Até escrevi uma matéria no ano passado, para o UOL, sobre isso. Mas estava um calor miserável, ceviche é uma comidinha muito da refrescante, o restaurante é perto do meu apartamento, já tinha ouvido falar coisas boas sobre ele… Então fui. Ainda bem.

Todos os três tipos que experimentei traziam peixes e frutos do mar incrivelmente frescos, com molho cítrico no ponto exato, sabores complexos e leves e porção bem servida. Ao todo, o festival oferece nove variedades; as que provei foram a tradicional, de camarão e Killa.



Meu namorado amou o de camarão (grandes camarões partidos ao meio, cebola roxa, tomate, acompanhado de patacones- banana da terra frita), mas eu fiquei enlouquecida pelo frescor do tradicional que leva, além de peixe branco, camarão, lula, ají, coentro, cebola roxa e é servido com batata doce. Para quem gosta de sabores mais adocicados e com sotaque japonês, o Killa (atum, manga, leche de tigre – o caldinho delicioso da marinada de limão com outros ingredientes como coentro e ají que fica no fundo da tigela no preparo do ceviche tradicional –, molho teryaki e óleo de gergelim) é um acerto na mosca.

Enquanto você estiver esperando seu prato, que não demora muito, peça os crocantes e sequinhos tequeñs de aji de gallina, pastéis de massa de rolinho primavera recheados de galinha desfiada e acompanhados de uma saladinha (também crocante) fresca de rabanete, pepino e cenoura raladas sobre uma camada de creme de avocado aveludado. Para acompanhar bem, mande pra dentro o pisco sour bem preparado (apesar de um pouquinho doce) e experimente o pisco de uva, tipo de drinque ótimo pra embebedar mulher.